São 23h48 e falta menos de um dia. Ingresso, power bank, protetor labial e binóculo estão alinhados na cama. Bem no meio está o pequeno causador de problemas da noite, aceso.
Um lightstick que não tem absolutamente nada a ver com o artista que você vai ver amanhã.
Ele funciona perfeitamente. As pilhas são novas. E isso deixa a decisão ainda mais difícil.
“Eu vou mesmo levar você?”
Veredito de emergência
Ninguém vai decidir se você é fã de verdade por causa disso. Se as regras permitem, você pode entrar com o lightstick. Mas num show solo, o lightstick oficial muitas vezes vira parte do próprio espetáculo.
Imagine milhares de luzes ficando azuis ao mesmo tempo — e uma estrelinha rosa continuando a brilhar corajosamente na sua mão.
Talvez seu primeiro pensamento não seja “quebrou?”, mas: “Meu pequeno lightstick, você veio ao show errado.”
Em show solo, escolha o que deixa você mais à vontade
Alguns fãs realmente se sentem desconfortáveis ao ver o lightstick de outro grupo num show solo. Mas isso não é uma lei universal. Fora da Coreia, lightsticks oficiais podem ser caros ou difíceis de comprar, e muita gente entende que nem todo fã consegue ter um.
Se você passar o show inteiro pensando em quem está olhando, talvez seja mais confortável deixá-lo em casa. Já levou? Mantenha-o baixo para não bloquear a visão de quem está atrás. Se o clima parecer estranho, ele pode descansar um pouco dentro da bolsa.
No festival, cada fandom chega com sua própria cor
Festival é diferente. Vários artistas e fandoms dividem o mesmo espaço. Um lightstick redondo aparece ao lado de uma estrela, uma lua brilha por perto e alguma coisa impossível de identificar começa a piscar na fileira seguinte. Essa mistura colorida faz parte da graça.
O Rock in Rio permitiu lightsticks em seu dia de K-pop em 2026 — https://www.uol.com.br/splash/noticias/2026/09/09/pela-primeira-vez-rock-in-rio-tem-um-dia-de-k-pop-com-stray-kids-hwasa-e-nexz.ghtm, um exemplo de festival internacional reconhecendo o objeto como parte da cultura dos shows de K-pop. Outros eventos podem ter regras diferentes.
Mesmo lá a regra é específica: o festival libera os lightsticks oficiais dos artistas do line-up e modelos genéricos semelhantes, desde que sejam de plástico, funcionem com pilhas e tenham no máximo 24 cm de altura e 400 g. Os que ficam fora dessas medidas podem ser barrados. Festival “liberado” ainda quer dizer: leia as regras daquele festival.
Por que seu lightstick está ignorando o resto do show?
Acender não significa estar conectado ao espetáculo. Lightsticks oficiais costumam ser pareados por aplicativo e registrados com o assento do titular do ingresso. Assim, o sistema do local pode controlar cores e momentos de iluminação. O lightstick de outro grupo normalmente não consegue entrar nesse sinal. É como tentar acessar uma rede Wi-Fi para a qual ele nunca foi convidado.
Então, enquanto todas as luzes passam de rosa para azul e branco, a sua pode continuar exibindo orgulhosamente sua cor favorita.
Ela não está quebrada. Só está fazendo outro trabalho perfeitamente bem.
Exemplo de aplicativo oficial com modo de show e registro de assento — https://play.google.com/store/apps/details?id=kr.co.fanlight.ianchanlightstick&hl=en
Veredito final
Em show solo, deixar o lightstick de outro grupo em casa costuma ser a escolha mais confortável. Em festival, provavelmente não há motivo para preocupação. Se levar, mantenha-o baixo o bastante para não atrapalhar quem está atrás. E antes de sair de casa, sempre confira as regras oficiais do organizador ou local.
Não ter o lightstick oficial não diminui seu carinho pelo artista. Ir de mãos vazias é totalmente normal. Quando o show começar, elas estarão ocupadas batendo palmas, acompanhando a música e cobrindo o rosto quando o palco ficar bom demais.
Este artigo se baseia em informações públicas verificadas em 11 de setembro de 2026. Regras sobre lightsticks e pilhas, modelos compatíveis e modos sem fio variam conforme o evento. Confira o aviso mais recente do organizador ou local antes de ir.